Alzheimer em idosos
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela perda progressiva da função mental, com degeneração do tecido do cérebro, incluindo a morte de células nervosas, a acumulação de uma proteína que não é normal naquele local chamada beta-amiloide e o desenvolvimento de tranças neurofibrilares.
Portanto, na prática, a doença de Alzheimer é um tipo de demência, que é uma diminuição, lenta e progressiva da função mental, afectando a memória, o pensamento, o entendimento e a capacidade para aprender. Esta doença é das principais causas da demência e é raro existir em indivíduos com menos de 65 anos, tornando-se mais comum com o avanço da idade.
Para além do factor idade, a doença de Alzheimer afecta mais o sexo feminino do que o masculino, em parte porque as mulheres vivem durante mais anos. Prevê-se um aumento significativo na quantidade de pessoas com a doença de Alzheimer conforme aumenta a proporção de pessoas idosas.
Um indício e um dos sinais que fazem desconfiar que um amigo ou familiar tem Alzheimer é o começar a esquecer eventos recentes, aumento da desorientação e confusão mental, dificuldade de utilizar a linguagem de forma correcta, compreender e realizar as actividades da vida diária (AVD).
Os sintomas da doença de Alzheimer podem evoluir de forma que não é possível realizar as AVD de forma independente, necessitando de ajuda de terceiros.
No diagnóstico de Alzheimer o médico realiza um exame físico, mental e de estado geral, recolhe a história clínica, anota os sintomas e sinais apresentados, solicita exames ao sangue, à urina e de imagem para determinar a causa.
Em relação ao tratamento de Alzheimer em idosos, este pode incluir estratégias de trabalho cognitivo e medicação, para retardar a progressão da doença e manter a função durante mais tempo possível. Não é possível prever com exactidão a esperança média de vida mas ronda os 7 anos após determinação do diagnóstico.
Causas
As causas para a doença de Alzheimer são desconhecidas, mas sabe-se que grande parte das causas da doença tem origem em factores genéticos. Cerca de 5 a 15% dos casos acontecem em pessoas já com antecedentes familiares, podendo estar envolvidas várias anormalidades genéticas específicas.
Algumas dessas alterações genéticas podem ser herdadas quando apenas um dos pais tem o gene anormal. Isto é, o gene anormal é dominante. Um pai ou mãe afectado tem 50% de probabilidade de transmitir o gene anormal para cada filho. Cerca de metade desses filhos desenvolvem a doença de Alzheimer antes dos 65 anos.
Alterações no cérebro
Na doença de Alzheimer, as partes cerebrais afectadas destroem as células nervosas e reduzem a capacidade de resposta das restantes a muitos dos neurotransmissores que transmitem os sinais entre as células nervosas no cérebro. Baixa bastante o nível de acetilcolina, um neurotransmissor que auxilia na memória, aprendizagem e concentração. Estas alterações acontecem com o decorrer da idade mas são em maior escala em indivíduos com doença de Alzheimer.
Sintomas
A doença de Alzheimer provoca sintomas semelhantes aos identificados em outros tipos de demência, como a perda de memória, dificuldade no uso da linguagem correcta, mudanças na personalidade, desorientação, dificuldade na realização das AVD’s e comportamento impróprio.
No entanto, a doença de Alzheimer também difere de outras demências. Por exemplo, a em relação à memória recente que é muito mais afectada do que as outras funções mentais.
Prevenção
Há algumas acções que podem ajudar a prevenir a doença de Alzheimer como:
- Controlar os níveis de colesterol: O colesterol elevado pode estar relacionado com o desenvolvimento da doença de Alzheimer;
- Controlar a pressão arterial: A hipertensão pode danificar os vasos sanguíneos que transportam o sangue para o cérebro e, assim, reduzir o suprimento de oxigénio do cérebro, possivelmente interrompendo as conexões entre as células nervosas;
- Praticar exercício: O exercício ajuda a melhorar a função do coração e melhorar o funcionamento do cérebro;
- Manter-se mentalmente activo: Devem-se manter as actividades que estimulam a mente, como aprender novas capacidades, fazer palavras cruzadas e leitura de livros. Essas actividades podem promover o crescimento de novas conexões (sinapses) entre as células nervosas e, portanto, ajudar a retardar a demência;
- Moderar a ingestão de álcool: A ingestão de álcool em pequenas quantidades pode ajudar a diminuir o colesterol e manter o fluxo sanguíneo. O álcool pode ajudar até ao nível do pensamento e memória, estimulando a libertação de neurotransmissores e fazendo com que ocorra outras alterações nas células nervosas no cérebro. Uma vez diagnosticada a doença, é melhor reduzir a ingestão de álcool, pois pode fazer com que os sintomas da demência piorem.
Tratamento
O tratamento da doença de Alzheimer envolve medidas gerais para proporcionar segurança e apoio, assim como em todos os tipos de demência. Recorre-se também a medicação para retardar a evolução da doença. Para a eficácia do tratamento, os familiares, cuidadores e profissionais de saúde envolvidos devem trabalhar em conjunto e estabelecer a melhor estratégia a ser seguida para aquela pessoa.
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